Isaías 42:6-7
No dia 12 de agosto de 1859, Ashbel Green Simonton, um pastor americano de 26 anos, solteiro, desembarcou no Rio de Janeiro com a Bíblia na mão e uma forte convicção - o Senhor o chamara para servir no Brasil, um país que precisava conhecer o Evangelho segundo a Palavra de Deus sob a ótica da Teologia Reformada, da Confissão de Fé de Westminster e dos Catecismos.
A história do fundador do presbiterianismo no Brasil foi marcada por um intenso desejo de ver o Evangelho crescer no país de modo fiel e compromissado, produzindo frutos de alcance permanente. Além de pregar a Palavra de Deus numa nova lígua, alcançando corações nativos com a conversão, para fundamentar os princípios doutrinários nos novos crentes locais, inaugurou a primeira Escola Bíblica Dominical em 22 de abril de 1860, o que colaborou com o crescimento dos membros de modo que levou o pastor a organizar a Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1862 e, em 5 de novembro do mesmo ano, a fundar o Jornal “A Imprensa Evangélica”.
Em 1863, quatro anos depois de sua chegada, o pastor Simonton foi para os Estados Unidos onde se casou com Helen Murdoch, porém, retornando ao Brasil para continuar a sua missão. Em junho de 1864, teve que lidar com uma tensão muito grande, pois, nove dias depois da alegre notícia do nascimento de sua filhinha Helen Murdoch Simonton, chorou a morte de sua esposa em 19 de junho de 1864, passando a servir no ministério pastoral como um jovem pastor viúvo, tendo a ajuda de sua irmã Lillie e do seu cunhado, reverendo Alexander Latimer Blackford, para cuidar de sua filha Helen.
No entanto, as tempestades da vida não desviaram os olhos do reverendo Simonton das mãos do Senhor que o enviara ao Brasil, pois, além de pregar e ensinar a Palavra de Deus, sua visão de fortalecer as futuras lideranças o motivou para organizar o Presbitério do Rio de Janeiro em 17 de dezembro de 1865 e, dois anos depois, em 1 de maio de 1867 criou o primeiro Seminário Teológico no Rio de Janeiro. Sete meses depois, antes de morrer, vitimado pela febre amarela, o reverendo Simonton pode se alegrar com um dos frutos do seu trabalho - a conversão de José Manoel da Conceição, um padre católico romano, que foi ordenado como o primeiro pastor presbiteriano brasileiro.
Diante do diagnóstico da morte, suas palavras foram: “Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele fará o seu trabalho com os seus próprios instrumentos. Nós só podemos apoiar-nos nos braços eternos e estar quietos”.
Deus tem dado à Igreja o mesmo chamado com o mesmo desafio que motivou o pioneiro Simonton - conduzir a Igreja para evangelizar e discipular para que Cristo Jesus seja anunciado em todas as nações até a volta do Salvador! O Senhor envia Sua Igreja ao mundo hoje para fazer conhecida a aliança feita em Cristo Jesus para que luz do Evangelho chegue a todas as nações.
O mundanismo continua cegando e mantendo em cativeiro gente em todas as regiões da Terra através de falsas religiões, de vãs filosofias, de perniciosas ideologias, que mantém num vazio espiritual vidas preciosas. Convivendo ao nosso lado, muitos estão em trevas, precisando conhecer a luz da salvação.
Para quem obedece ao chamado e ao envio, nada pode se constituir como obstáculo, pois, o Senhor continua nos dizendo:”...te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei...”
Deus nos tem chamado hoje da mesma maneira que chamou nossos antepassados e com a mesma missão - obedecermos anunciando que Jesus é a Luz, Ele é a Aliança, e nós somos instrumentos em Suas mãos para abrir os olhos aos cegos espirituais e libertar pecadores da prisão do engano e do pecado afim de que muitos adorem a Jesus Cristo como único e verdadeiro Salvador.
Jesus Cristo cumpriu o Seu envio ao mundo e, agora, é a nossa vez! (Mateus 24:14).
(Pr. Elizeu Dourado de Lima)
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